Avenida Julio Borella, 805 - Sala 207 - Top Center Avenida, Centro - Marau/RS
- (54) 3342-0944
- (54) 3342-8740
- (54) 9104-9625
Dólar passa de R$ 2, e risco cambial assusta
Fonte: Folha de S.Paulo
TONI SCIARRETTA
Exatos 62 dias após descer ao piso de R$ 1,559, o dólar chegou ontem a R$ 2,023, novo patamar do câmbio brasileiro em meio à crise nos mercados globais.
Só ontem, a moeda americana saltou 5,09% no Brasil, seguindo a tendência internacional de valorização sobre as demais moedas -o dólar subiu 1,5% ante o euro.
Desde 1º de agosto, o dólar já aumentou quase 30% no país, tornando o risco cambial brasileiro um dos ativos de maior volatilidade no mundo. A variação do real já é tão grande que inviabiliza o planejamento financeiro de empresas e pode imprimir perdas consideráveis nos resultados de companhias como Sadia, Aracruz e CSN.
Segundo analistas, é difícil saber se o dólar ficará nesse patamar de R$ 2 nos próximos dias. Tudo dependerá das incertezas sobre o rumo da economia americana.
Para Nathan Blanche, especialista em câmbio da consultoria Tendências, não há preço neste momento para o dólar nem para os juros pagos pelas empresas brasileiras. "O câmbio volta [para menos de R$ 2]. Tem fundamento para isso. Mas, se o imobilismo continuar, poderá ir para R$ 3 e R$ 4. Não há preço para taxa de câmbio e juros neste momento. O barco está à deriva", disse.
Blanche afirma que o pior que o governo pode fazer num momento como este é "passar a mão na cabeça" e oferecer taxas subsidiadas do BNDES para empresas e exportadores. "Tem que deixar o mercado trabalhar. Se o preço é alto, paga quem pode e precisa do dinheiro. Não é banco de desenvolvimento que vai ajudar", disse.
Para Sidnei Nehme, da corretora NGO, a alta do dólar se deve a um aumento considerável nas apostas contra o real na BM&F. Ele vê a ação de bancos que apostaram mais de US$ 9 bilhões na alta da moeda desde o fim de agosto. Do outro lado, afirma Nehme, estão estrangeiros que ganham mais com a baixa e as empresas exportadoras, que buscaram se proteger da variação do dólar e tomaram prejuízos altos com essa proteção.
"Agora, eles buscam desorganizadamente reverter essas posições para zerá-las e estancar os prejuízos. Nesse jogo, os vendidos [apostaram na baixa] estão encurralados pelos comprados, que provocam uma alta artificial do dólar e descolam o preço da mínima razoabilidade", disse.
Kelly Lima, da corretora SLW, descarta a possibilidade de o mercado ter se adiantado a uma eventual saída maior da Bolsa. "Está refletindo a crise. Há uma mudança mundial no câmbio." INDICADORES FINANCEIROS
Indicadores diários
| Compra | Venda | |
|---|---|---|
| Dólar Americano/Real Brasileiro | 5.0042 | 5.0072 |
| Euro/Real Brasileiro | 5.8309 | 5.84454 |
| Atualizado em: 14/05/2026 21:13 | ||
Indicadores de inflação
| 02/2026 | 03/2026 | 04/2026 | |
|---|---|---|---|
| IGP-DI | -0,84% | 1,14% | 2,41% |
| IGP-M | -0,73% | 0,52% | 2,73% |
| INCC-DI | 0,28% | 0,54% | 1,00% |
| INPC (IBGE) | 0,56% | 0,91% | 0,81% |
| IPC (FIPE) | 0,25% | 0,59% | 0,40% |
| IPC (FGV) | -0,14% | 0,67% | 0,88% |
| IPCA (IBGE) | 0,70% | 0,88% | 0,67% |
| IPCA-E (IBGE) | 0,84% | 0,44% | 0,89% |
| IVAR (FGV) | 0,30% | 0,40% | 0,52% |